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Casos de Inocentes Executados
 
Existem, ainda, casos de pessoas nos Estados Unidos, que foram executadas e depois de tempos se identificou que eram inocentes. Veja, abaixo, dois casos:

  • Caso 1:


         Carlos de Luna foi acusado, em 1983, pelo assassinato de Wanda Lopes, a facadas, no turno que ela trabalhava no posto de gasolina. O grande equívoco da polícia foi o de encontrá-lo na hora e lugar errados. Carlos, na hora do acontecido, durante uma busca  policial nas proximidades, foi encontrado escondido dentro de um Pick-up; no entanto, o motivo de Carlos ter se escondido era por ter visto viaturas e por estar violando sua recém- conquistada: liberdade condicional. Ele estava bebendo no bar em frente ao posto de gasolina.

          Assim que foi encontrado pelos policiais, Luna ainda argumentou que havia visto o assassino verdadeiro de Wanda correndo em certa direção. Os policiais anunciaram a prisão, sem atentar para o fato de Carlos não ter nenhum vestígio de sangue no seu corpo, em contraste com a cena do crime que estava repleta de sangue.

       Sob a alegação da acusação, afirmaram que Carlos de Luna havia se limpado rapidamente.  Uma única testemunha o reconheceu erroneamente como o assassino. Ele foi condenado e sentenciado. Luna apontara no julgamento, um homem que estava no mesmo bar que ele, muito parecido fisicamente, cujo nome era Carlos Hernandes, um homem com um histórico criminal de ataques, principalmente com facas, e que teria uma relação amorosa com a vítima do crime.

        Em 2006 o jornal Chicago Tribune realizou uma investigação independente e encontrou novas evidências da inocência de Carlos de Luna.        

        O réu inocente foi executado no estado do  Texas, em 07 de dezembro de 1989, com 27 anos. Veja as suas últimas palavras:


 
“ Quero dizer que não tenho rancores. Não odeio ninguém. Amo a minha família. Que todos os parceiros do corredor da morte mantenham a fé e não se rendam”.  (últimas palavras de Carlos de Luna, inocente.)
 
 
 
 
 
  • Caso 2:
 
 
 
             Lena Baker era afro-americana, mãe de três filhos e trabalhava numa fazenda no estado da Geórgia, em 1941, como empregada doméstica. Seu patrão, Ernest Knight, era branco e tinha, segundo o depoimento de Lena, uma atração por ela.

                   Certa vez, Knight manteve Lena em cárcere privado, recusando-se a deixá-la ir para casa. Dizia que a amava e que ela lhe devia obediência pelo fato de ele ser um homem branco e ser seu patrão. Lena tentara sair, pois tinha de cuidar de seus filhos e já estava há muito tempo sobre a mira da arma de Ernest, que a ameaçava de morte caso ela fosse embora.

              Os dois travaram uma luta e, em meio ao embate físico, a arma disparou atingindo Ernest Knight, que veio a óbito.

                O julgamento de Lena Baker foi dirigido pelo juiz William “Duas Pistolas” Worriill, apelidado com esse pseudônimo por estar durante todo o julgamento com duas pistolas à mostra em sua cintura.  O júri era composto apenas por brancos, numa época em que a segregação racial nos EUA era latente.
 
                A defesa de Lena Baker foi ignorada em sua tese de legítima defesa e a mesma foi condenada a execução por cadeira elétrica. O governador da Geórgia concedeu aos advogados da acusada, um prazo de sessenta dias para requerer um pedido de perdão judicial. Pedido esse, que foi negado.

                Em 05 de março de 1941, Lena Baker foi executada. Ela foi a primeira mulher do estado da Georgia a ser executada na cadeira elétrica e uma das poucas em toda a história de execuções dos EUA. Na hora da sentença, Lena Baker não aparentava desespero e calmamente disse em seu último discurso:
 


          “ Tudo o que fiz foi em legítima defesa. Não tenho nada contra ninguém. Estou pronta para me  encontrar com meu Deus, pois já fui perdoada por Ele”.
(últimas palavras de Lena Baker, inocente.)
 
 
          
           No ano de 2002, a família de Lena Baker formulou um pedido novo de perdão judicial. Este foi concedido apenas parcialmente pelo Conselho da Geórgia de Perdão e Paroles, que considerou a sentença de morte de Lena, racista; porém, não a eximiu da culpa no homicídio. A pena na interpretação do Conselho teria de ser no máximo de 15 anos.

               Somente em 2005, sessenta e três anos após sua morte, foi concedido o perdão incondicional para Baker, com o reconhecimento justo do Conselho da Geórgia  da ação da réu em legítima defesa.

         A história de Lena Baker foi retratada em 2009 nas telas de cinema, através do filme do diretor Ralph Wilcox (original: “The Lena Baker Story”).


             Historicamente, não só nos Estados Unidos, mas em praticamente todos os países que adotam a pena capital, registram-se execuções precipitadas e/ou sumárias.

             Por outro lado, registra-se um percentual menor de crimes hediondos nos mesmo países que a têm tal punição em sua legislação.