Empalamento

Introduzia uma lança ou um bastão no canal retal do sentenciado até que este expirasse. Esse método era utilizado no Oriente Médio, por povos antigos, como os persas. Em seguida, por países europeus como a Suécia, durante a Idade Média.

O empalamento aplicava-se a crimes contra o estado. Essa forma de execução se dava pela humilhação pública, além do sofrimento prolongado – visto que o bastão ou lança introduzidos no sentenciado impediam a saída do sangue.

Apedrejamento

Utilizado em praticamente todo o Oriente Médio, ao longo dos séculos, foi se extinguindo, mas até hoje ainda é praticado para sentenciar condenados na Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Nigéria, Paquistão e Sudão.

O apedrejamento era usado para punir criminosos, como os de ordem religiosa, homicidas, etc. Atualmente, essa punição é utilizada para punir o adultério em países de fundamentação constitucional religiosa.

Esfolamento

Arrancar, literalmente, a pele do condenado. Uma forma mais lenta e dolorosa de execução. Conta-se que um dos 12 apóstolos de Cristo, conhecido como Bartolomeu, fora esfolado antes de ser sentenciado com a crucificação (outro método que será explicado adiante).

O esfolamento foi utilizado até o século I; também se aplicava às punições em crimes que feriam a lei religiosa.

Crucificação

Técnica romana, uma forma de envergonhar os inimigos do império antes da morte. O processo da crucificação envolvia a exposição pública (a pessoa era despida). Além de uma flagelação intensa antes da própria afixação do sentenciado na cruz. Colocavam-se pregos e pedaços de ossos apregoados nos punho e tornozelos junto à cruz de madeira. Método que ficou conhecido e acabou por se tornar o símbolo principal do cristianismo, visto que Jesus Cristo foi sentenciado nesse tipo de morte.

A seguir, apresentaremos algumas das principais formas de execução utilizadas no período da Idade Média, que durou desde o século V, até o renascimento no século XV. Eram meios de execução praticados principalmente na Europa, pela Santa Inquisição e por meio das monarquias da época.

Fervura

Considerado um dos mais cruéis meios de execução conhecidos. Fervia-se o sentenciado em óleo ou água até que esse viesse a óbito. O problema maior era o sofrimento e a intensa dor prolongada, pois nesse tipo de morte o condenado, às vezes, levava mais de duas horas para morrer. Utilizados por países como Inglaterra e Alemanha.

Guilhotina

Criada por Ignace Guillotine, daí o nome do instrumento. Consistia em posicionar o sentenciado em praça pública, numa máquina que possui lâmina que ficava elevada e apontada entre a divisão da cabeça e o restante do corpo do sentenciado; mais precisamente, na direção do pescoço. Quando dada a ordem da execução, um carrasco cortava a corda que sustentava a lâmina que caía e com o peso decapitava o réu.

Fogueira

Utilizada pela Inquisição como punição aos condenados hereges e praticantes de bruxaria. Queimava-se a pessoa viva numa grande fogueira. Geralmente, em praça pública. O réu era untado em óleo para que as chamas não se apagassem em seu corpo. Desse modo, geraria uma morte lenta e sofrida.

Decapitações

Consistia em arrancar a cabeça do condenado, a partir de diversos meios e instrumentos, como a guilhotina, espada, machados, foices e cepos.

Roda da Morte

O réu era amarrado numa roda com os membros esticados ao máximo. Um carrasco, girando uma manivela, fazia com que as partes do corpo fossem puxadas até que se deslocassem. Os outros ossos eram quebrados com martelos até que o sentenciado viesse a óbito.

Enforcamento

Na Idade média, e até hoje em alguns países, existe a sentença por enforcamento. Tal atrocidade acontecia em colocar o indivíduo com uma corda amarrada frouxamente ao pescoço apoiado em algum tipo de plataforma alta. Após a ordem de execução, o réu era empurrado da plataforma e a corda se apertava no pescoço quebrando-o, ou mesmo asfixiando o condenado.

Métodos ainda utilizados...

Cadeira Elétrica

Método utilizado essencialmente nos Estados Unidos da América (EUA), que consiste no uso de um instrumento, uma cadeira, com eletrodos, que descarregam sobre o sentenciado uma alta carga de 2.000 volts. Funciona da seguinte maneira: o réu é colocado sentado e amarrado na cadeira, coloca-se o eletrodo principal sobre a cabeça desse e outros conectados a diversas extremidades do corpo, como os lóbulos temporais. Aliado a isso, molha-se com uma substância condutiva de eletricidade embebida em esponjas colocadas na cabeça do condenado. Além de se colocar o mesmo condutivo nas extremidades dos eletrodos, para que a descarga seja mais rápida e eficaz.

No entanto, a condutividade da descarga elétrica se deu de forma vagarosa, causando sofrimento ao réu e constrangimento aos presentes, devido ao horror causado. Atualmente, os norte americanos, utilizam apenas nos estados da Virgínia, Alabama, Arkansas,Florida, Tennessee, Oklahoma, Carolina do Sul e Kentucky. Nesses estados esse método é uma alternativa caso o prisioneiro solicite morrer dessa forma.

Fuzilamento

Comum em tempos de guerra, para punir inimigos e condenados por traição à pátria e outros crimes. Também é utilizado como forma comum de execução penal em muitos países. Porém, nos Estados Unidos, em Utah e Idaho, ela é uma alternativa mediante a injeção letal. Coloca-se a vítima vendada e amarrada em frente a um pelotão militar. Vários soldados recebem uma ordem superior e, ao mesmo tempo, disparam. O pelotão é formado por cerca de dez soldados. Se, por acaso, algum dos fuzis não disparar ou algum soldado não o fizer por alguma razão, os outros disparos fariam a execução da pena sem que ela fosse interrompida ou impossibilitada.

Injeção Letal

Funciona da seguinte forma: o condenado é colocado em uma maca numa sala transparente, amarrado. São injetadas substâncias químicas, uma por vez, por via intravenosa. Utilizam uma combinação que induz o réu a um estado de coma, (tiopentato de sódio). Outra, paralisa o sistema respiratório (brometo de pancurônio). E, por fim, a que faz o coração parar (cloreto de potássio). Muitos médicos dos EUA afirmam que seria uma forma ainda mais dolorosa de execução do que a cadeira elétrica; porém, invisível aos espectadores, devido à privação de consciência do réu.